Existem pratos que não nascem apenas de uma receita, mas de uma paisagem, de um ritmo lento, de mãos que repetem gestos antigos. O peito de ganso é um desses. Em Friuli Venezia Giulia, não é simplesmente um salume ou um ingrediente: é memória, cultura camponesa, engenhosidade na conservação, elegância natural no sabor.
Nessas terras de fronteira, onde o ar das montanhas encontra as brisas do Adriático, a criação do ganso é parte da história rural há séculos. Um animal precioso, criado nos pátios, respeitado em cada parte. Da necessidade de conservar as carnes nos meses frios nascem as primeiras preparações do peito de ganso: salgado, temperado, deixado descansar, depois lentamente defumado. Um rito doméstico que com o tempo se tornou excelência gastronômica.
Entre os guardiões contemporâneos dessa tradição está Jolanda de Colò, uma realidade friulana que há anos conta a história do território através de uma seleção refinada de especialidades de ganso. Aqui, o peito de ganso nunca é padronizado: é o resultado de matérias-primas escolhidas, preparações cuidadosas, tempos respeitados.
A fumaça é leve, nunca invasiva. As especiarias são um sussurro. A maturação acompanha a carne sem cobri-la. O resultado é um produto com perfume envolvente, de cor quente, com consistência macia e sedosa, capaz de derreter na boca deixando uma persistência longa, limpa e elegante.
Degustar um peito de ganso Jolanda de Colò significa entrar em uma narrativa feita de adegas, madeira, silêncios, esperas e paixão.
O peito de ganso se destaca por um sabor profundo, mas harmônico. A carne é mais escura em comparação ao peito de pato, naturalmente rica, com uma componente gordurosa que dá rounded sem pesar. A defumação friulana é parte da identidade: não cobre, acompanha.
Ao corte, as fatias são compactas e aveludadas. No paladar, emergem notas de carne doce, madeira, especiarias, às vezes um toque quase selvagem, que remete aos prados úmidos, aos pátios, às névoas da manhã.
O peito de ganso é um ingrediente extremamente versátil, capaz de viver tanto na absoluta simplicidade quanto em preparações mais criativas.
Puro, fatiado fino, sobre pão quente ou com uma polenta macia: aqui realmente conta a sua própria história.
Nos aperitivos gourmet, com figos, peras, maçãs, mel, nozes ou compotas leves que realçam a sua doçura natural.
Nos pratos principais, como protagonista de risotos cremosos, tagliolini com manteiga, gnocchis ou massas recheadas.
Nos segundos pratos delicados, levemente grelhado, acompanhado de legumes da estação, radicchio, abóbora ou cogumelos.
Cada uso é um diálogo: entre gordura e frescura, entre intensidade e leveza, entre culinária camponesa e visão contemporânea.
O peito de ganso pede vinhos capazes de limpar o paladar e acompanhar a complexidade.
Do Friuli vêm companheiros ideais:
Pinot Bianco friuliano, para quem ama brancos estruturados, saborosos, minerais.
Merlot friulano, se busca um tinto elegante, não agressivo.
Com versões mais defumadas, surpreendem também espumantes de método clássico ou refermentados secos.
Na mesa, gosta da companhia de polenta, pão rústico, manteiga, ervas aromáticas, frutas frescas ou levemente ácidas.
O peito de ganso é Friuli. É sua discrição, sua elegância nunca ostentada, seu amor pelas coisas bem feitas. É um território que não levanta a voz, mas permanece.
Graças a produtores como Jolanda de Colò, essa especialidade continua a viver não como nostalgia, mas como uma culinária viva, capaz de emocionar, inspirar, contar uma terra que se deixa descobrir lentamente, fatia após fatia.
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