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Lugares encantados: a Valpolicella

No coração do Veneto, encaixada entre Verona e as primeiras elevações da Lessínia, a Valpolicella é uma terra sinuosa com um perfil que embala a alma. Não só é o lar de alguns dos vinhos mais célebres da Itália, como o Amarone, o Recioto e o Ripasso, mas também um mosaico de vinhedos, malgas, vilarejos e sabores autênticos. O território é um equilíbrio perfeito entre colinas cultivadas com videiras e pastagens de alta altitude, onde se produzem queijos como o Monte Veronese DOP e outros queijos intensos, amanteigados, perfumados com ervas alpinas: verdadeiros companheiros de viagem para um bom cálice de tinto.

 

A Valpolicella entre marogne, pievi e queijos de malga

Um dos grandes encantos da Valpolicella é a sua paisagem estratificada, onde a natureza e o trabalho do homem se entrelaçam há séculos. As colinas viníferas, dispostas com a típica pergola veronese, são atravessadas por muros de pedra local à vista – as marogne – que desenham um território agrícola, mas ao mesmo tempo estético. Este sistema rural, ainda ativo, é um exemplo perfeito de paisagem cultural, feito não apenas para produzir, mas para durar e contar histórias.

Caminhar entre os vinhedos ou subir em direção às alturas da Valpolicella Superiore também significa encontrar pievi românicas como a de San Giorgio Ingannapoltron, em vilas venetas históricas e em quintas rurais onde o tempo tem um ritmo diferente.

Mas essa paisagem não fala apenas de vinho. Na zona pedemontana que faz fronteira com a Lessínia, produce-se há séculos o Monte Veronese DOP, queijo símbolo do território, nas suas duas versões: leite integral fresco (doce, macio, delicado) e curado envelhecido (mais saboroso e intenso, ótimo para acompanhar um bom Ripasso ou Amarone).

Junto ao Monte Veronese, encontram-se outras joias queijarias a serem descobertas nas malgas da Lessínia: como o queijo de malga curado em grutas naturais, como o queijo Cimbro, rico em aromas de erva, feno e flores de montanha. Esses queijos não são apenas ótimos à mesa: contam a paisagem tanto quanto, e talvez mais que, o vinho.

Visitar a Valpolicella, portanto, significa mergulhar em um sistema de gosto e beleza, onde cada elemento – arquitetura, natureza, vinhedos, queijos – está conectado. Uma paisagem para viver a pé, de bicicleta ou simplesmente… à mesa, com o cálice certo.

 

3 pratos típicos a não perder

 

  1. Risotto all’Amarone
    Cremoso, envolvente, amargo na medida certa: um prato identitário, onde o vinho torna-se um ingrediente nobre e protagonista. Em cada região, seu risotto ao vinho; se você quiser saber mais, leia a aprofundamento das combinações.

  2. Pastissada de caval
    Receita antiga veronesa: carne de cavalo cozida lentamente com vinho, especiarias e vegetais. Intensa, profunda, perfeita com Amarone ou Ripasso.

  3. Lesso com pearà
    Assado misto servido com um molho quente de pão, pimenta e tutano. Comida reconfortante no inverno, ideal com um Valpolicella Classico Superiore.

 

3 motivos para visitá-la

 

  1. Cantinas a descobrir
    Desde grandes rótulos históricos até pequenos produtores artesanais: degustações guiadas, verticais, visitas às frutarias de secagem… é um laboratório vivo da cultura do vinho.

  2. Paisagem e arquitetura rural
    Colinas, marogne (a arte dos muros de pedra seca é reconhecida como patrimônio imaterial da UNESCO), pievi românicas como San Giorgio di Valpolicella, villas venetas: um patrimônio que se explora a pé, de bicicleta ou com lentidão, cálice após cálice.

  3. Próximo de tudo, mas com uma identidade fortíssima
    Verona está a poucos passos, o Lago de Garda também, a Lessínia logo acima. Você pode construir uma viagem que una vinho, cultura, natureza e cozinha sem nunca sair do raio de algumas dezenas de quilômetros.

 

Curiosidades

  • O “Ripasso” nasce ao passar o Valpolicella sobre as borras do Amarone/Recioto: mais corpo, mais complexidade, mais charme.

  • Recioto “pai” do Amarone: a lenda diz que um Recioto fermentado “além” tornou-se seco… e nasceu o Amarone. Para mais informações, leia o aprofundamento sobre o Recioto.

  • “Valpolicella” etimologia contestada: para alguns, deriva de Vallis polis cellae (“vale das muitas adegas”); para outros, tem raízes longobardas ou latinas diferentes. Em todo caso, o vinho está no nome.

  • Pedra de Prun e marogne: a pedra local moldou casas, quintas e muros. A paisagem não é apenas agricultura: é arquitetura de campo.

 

Quer saber mais sobre os vinhos e queijos da Valpolicella?

Leia nossos aprofundamentos:

 

 

 

 

 

 

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